Iguassu de Tiago Rossato e Sofia Goulart traz identidade para música da fronteira

 

Projeto musical faz releitura de clássicos com mistura de elementos brasileiros, paraguaios e argentinos

 

Misturar a musicalidade dos três países fronteiriços, e criar uma identidade única e repleta de sonoridade. Assim, o projeto Iguassu, assinado por Sofia Goulart e Tiago Rossato, ganha até o final deste mês um CD. 

 

O projeto e integra a lista de aprovados em edital do Fundo Municipal de Incentivo Cultural (Lei Municipal n.3645 de 10 de dezembro de 2009), este ano. O FMCI integra o Sistema Municipal de Cultura, sob gestão da Fundação e do Conselho Municipal de Políticas Culturais.

 

Ao longo de mais de cinco meses de trabalho os artistas intercalaram a apresentação de shows da dupla, com gravações de canções instrumentais e cantadas. “Já estávamos trabalhando a muito tempo nisso, é um projeto duo, meu e do Tiago que reúne músicas instrumentais e cantadas, tínhamos trabalho voltado para nossa fronteira, e dessa vontade nasceu o Iguassu, que foi idealizado para contemplar os três países, mas fugir dos chavões”, disse Sofia. 

 

A ideia de fazer uma fusão entre as culturas veio naturalmente. “As músicas instrumentais foram todas composta por Tiago. Ele compõe muito em cima do pensamento de tríplice fronteira, então veio a ideia de unir ritmos como o chamamé, ao baião, por exemplo. A união desses elementos fez nascer essa interpretação única”, disse. 

 

Além do instrumental, o CD também conta com interpretações virtuosas de clássicos que também receberam nova roupagem; como Tic-tico no fubá, um choro transformado em milonga e Manhã de de carnaval que recebeu roupagem baseada no chamamé, muito tocado na Argentina e no Paraguai. “Deixamos tudo com o gosto da nossa terra”. 

 

Além da dupla também uniram-se ao projeto, o pianista Magnum Mesa e o violonista Alisson Ferraz. “Trabalhamos todos juntos para a desconstrução dessas canções que já são sucesso dentro das nossas culturas. Essa reconstrução foi cheia de capricho e cuidado”, garantiu. 

 

O resultado poderá ser ouvido no final de novembro quando chega o CD, batizado com o nome do projeto. “Esse trabalho tem a ver com a nossa natureza, a nossa selva, nossa cultura, é a nossa música. Que ela seja um passo em direção à nossa cidade, que nasça dessa influencia toda que vivemos diariamente aqui, pois sabemos que daqui podem nascer coisas maravilhosas”.

 

A dupla ainda insere à sua contrapartida social, três shows didáticos intitulados MILA – musicalidade latino americana, a serem realizados por indicação da Fundação Cultural.