Visita ao PNI marca resgate da memória

 

Membros do CEPAC e representante do ICMBio realizaram visita à área da antiga colônia de Santo Alberto

 

Com intuito de gerar discussão da melhor forma de preservar a história da cidade, membros do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Foz do Iguaçu (CEPAC), acompanhados de representantes do ICMBio, realizam uma visita à área da antiga colônia de Santo Alberto, no interior do Parque Nacional, no último final de semana. 

 

A expedição encontrou no local, hoje ocupada novamente pela mata nativa, vestígios de construções e equipamentos deixados  pelos antigos moradores que deixaram o espaço na década de 60 e 70. 

 

A ocupação registrada na área dentro do Parque Nacional, data da segunda metade do século XX, e foi desapropriada, com a expansão dos limites do PNI. No período de funcionamento, quase dez anos, o espaço contou com pelo menos 2.500 moradores, com infra estrutura de uma pequena vila, com escola e igreja, . Hoje, apenas vestígios das construções e parte de equipamentos utilizados na época podem ser encontrados no local. 

“A capela abandonada da família Aguillera, os poços de algumas casas, o alicerce e a calçada do Willibaldo Bogorni que foi a casa do guarda parque nos anos 90, o cemitério que ainda possui um túmulo lá, a torre de observação usada para vigiar os colonos quando foi proibido desmatar, estava tudo lá ainda”, contou Marcelo Spies, membro da expedição e filho de ex-colonos.

 

A visita deverá originar um estudo para preservar a memória dessa colonização, com fotos, mapas e desenhos. “Isso também conta um pouco a história da nossa cidade”, comentou. 

 

Histórico

A vinda de colonos do Rio Grande do Sul para habitar as terras no Parque Nacional, data de 1964, totalizando 2500 habitantes, com estrutura completa para uma comunidade. Outras cinco comunidades chegaram a ser criadas em meio da mata. 

 

O PNI foi criado em 1939, mas a desapropriação ocorreu somente a partir de 1971.