Arte, desenhos, informação e reciclagem integram temáticas adotadas em exposições dentro do evento

Quem passeia pelos espaços da Feira do Livro, no Clube Gresfi encontra uma série de exposições, que vão desde os desenhos premiados dos alunos do ensino municipal, com temáticas como patrimônio cultural, e direitos humanos; passando por instalações da artistas plástica Ju Hickmman, pelo Museu da Tecnologia com a Lixotec, e ela curiosa história montada por Gabriel Florentin, trazendo a história “Do RAP ao TRAP” pelo mundo. 

 

Música

Idealizada pelo Grupo de Estudos em Mídias e Cultura de Massa com a parceria da Agência Experimental de Publicidade e Propaganda Ideiaria UDC, a exposição do Rap ao Trap traz por meio de cinco banners, um histórico sobre o surgimento e a trajetória do Rap na década de 1960 até o surgimento do Trap nos anos 2000. 

 

“O Trap é uma manifestação cultural que vai além da música, pois envolve comportamento, atitude, estética, moda e uma boa dose de expressividade relacionada à realidade social dos centros urbanos. Esta forma cultural tem influenciado diversos artistas pelo mundo, absorvendo outros gêneros e ampliando sua repercussão para outras classes culturais”, explicou Florentin. 

 

A exposição também traz informações sobre alguns artistas que se destacaram nesse segmento. Aos mais curiosos é possível obter uma versão on-line da exposição acessando o QR Code. Nele, além do conteúdo, é possível ouvir músicas do período relatado na exposição. A coordenação é do Professor Mestre Mac Fernandes. 

A exposição permanece no Gresfi até o encerramento da Feira do Livro, dia 24 e depois será montada no prédio da UDC. 

Arte

Em “Conteúdo Impróprio”, a artista plástica, Ju Hickman, que vem chamando a atenção pela curiosa abordagem, livros encapados em sacos de lixo estão suspensos e ‘soltos’ por fios de nylon. O aviso de Conteúdo Impróprio chama a atenção de quem circula pelo prédio antigo do Gresfi, onde está o espaço Multiuso. 

 

“Pensei numa exposição que chamasse a atenção de quem visitasse o espaço”, comentou a artista. Para entender a provocação, é preciso aproximação e interação. Manuseando o plástico, o visitante  descobre que o conteúdo impróprio contém informações históricas de como algumas publicações foram proibidas ao redor do mundo, além de fatos marcantes envolvendo queima de livros. 

Desenhos

Em dois espaços, é possível acompanhar duas diferentes exposições de desenhos dos estudantes do ensino fundamental. A primeira delas, foi o II Concurso de desenhos e produção de textos sobre Direitos Humanos que premiou 43 alunos, que tiveram seus trabalhos escolhidos em ambas categorias. 

 

A segunda exposição II Concurso de desenho: identidade e Diversidade: nosso patrimônio, uma iniciativa da secretaria de Educação e do Polo Iguassu com apoio do parque Nacional do iguaçu e ICMBio.O concurso teve como meta incentivar as crianças à reflexão de questões de valorização à pluralidade do patrimônio sociocultural e natural, bem como aspectos socioculturais que constituem o espaço iguaçuense, hospitalidade e turismo na região.

Passado

A viagem no tempo quem faz, é a Lixotec com a exposição  Museu da Tecnologia. Máquinas de escrever, de fotografia, brinquedos, e até aparatos que já tiveram grande utilidade e hoje fazem parte de um passado obsoleto podem ser vistos de perto. 

 

Além disso, o grupo também distribui panfletos com orientações sobre reciclagem. “Gostamos muito da parceria, pois mostramos um pouco do nosso trabalho e conscientizamos a população sobre o descarte do lixo eletrônico. Muita gente interessada,  networking e muito contato com o público”, disse Guilherme Dias Oliveira, o idealizador do projeto.