VALTER HUGO MÃE PARTICIPA DE EVENTO NA FUNDAÇÃO CULTURAL

Escritor foi convidado a participar de evento na Unila e permanece na cidade até quinta-feira, quando integra celebração de aniversário da Biblioteca Municipal
O escritor português Valter Hugo Mãe desembarcou esta semana em Foz do Iguaçu, onde participou de uma conversa com alunos da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, a Unila. Antes disso esteve na sede da Fundação Cultural para conhecer o espaço, onde retornará nesta quinta-feira (5), quando fará uma participação voluntária durante as atividades que celebram o aniversário da Biblioteca Municipal Elfrida Engel, comemorado oficialmente na sexta-feira, dia 6 de setembro.
O escritor, vencedor do Prêmio Literário José Saramago, Portugal Telecom, dentre outros, é considerado um dos expoentes da literatura contemporânea, destacando-se pelo ecletismo e carisma. Mãe faria a abertura da 15ª edição da Feira Internacional do Livro, que teve sua data adiada para 18 a 24 de outubro. 
 
“Como ele afirmou que viria conhecer a cidade, mesmo sem a feira, incluímos a participação voluntária na programação de aniversário da biblioteca para que o público também pudesse desfrutar da sua presença”, comentou a diretora de Cultura, Thaisa Praxedes. A nova programação da feira ainda não foi divulgada pela comissão organizadora. 
 
Aniversário
O aniversário de 56 anos da Biblioteca Municipal será celebrado com atividades na quinta e sexta-feira, a partir das 14 horas, com lançamento das gelotecas, visita do escritor e bolo de aniversário. As geladeiras doadas à Fundação receberam um novo visual com a intervenção de cinco artistas locais e deverão ser instaladas em diferentes bairros, dispondo diversos títulos á comunidade.
 
Impressões
Com foco também voltado aos jovens leitores, Mãe revela-se um otimista ao considerar a relação com as redes sociais obsoleta e passageira. “Essas novas gerações que estão mais afastadas chegarão a seu tempo ao seu momento que através dos livros estarão mais perto do que é verdade. Talvez não adiante oprimir ninguém, tão pouco as novas gerações ao uso do livro, é preciso que livro seja exposto, o livro precisa ser tema de conversa, precisa entrar no jornal da noite, na imprensa, as pessoas que estão munidas da capacidade de ler precisam ostentar a importância do livro, de sua qualidade. O livro é de uso  lento, é um espaço de tremenda resistência cultural e onde existe uma vocação para a humanização”. 
 
Para ele o incentivo às novas gerações de leitores deve partir de dentro de casa. “Como uma criança vai ler se não tiver livros em casa? Tem que estar lá, adequados à sua idade, que possam competir com a atenção, acessíveis, com seus temas adequados. O discurso sobre o livro precisa ser positivo, que é uma maravilha”, ensina, e faz um alerta aos pais e responsáveis por manter os jovens leitores interessados; “O problema de uma criança não passar perto (de um livro) é que pais não passam perto. O livro precisa ser uma normalidade dentro de casa”. 
 
Mãe acredita que o papel do livro é de fomentar não somente a imaginação; “precisa ter festa em torno do livro, precisamos falar sobre aquele livro que mudou nossas vidas, para que a criança se acostume a entender que o livro pode ser um instrumento para construção de uma felicidade”.