Fundação Cultural sedia oficina de ‘desmontagem do processo de criação’

As inscrições para a oficina de demonstração/desmontagem do processo de criação de “Não Vejo Moscou da Janela do Meu Quarto” estão abertas e podem ser feitas pelo LINK.  A atividade integra ações do Circuito Cultural Sesi que oferece gratuitamente a oficina.  Na forma de apresentação ilustrada ao vivo pelos atores dos processos de constituição do espetáculo a oficina tem como objetivos aproximar o público interessado ao processo de criação da obra teatral, detalhar o processo de criação da dramaturgia, demonstrar o processo de criação cênica e propor uma reflexão a respeito do teatro contemporâneo e os modos de criação.
Ministram a oficina; Maria Fanchin, Sol Faganello e Pablito Kucarz. Podem participar interessados / a partir de 16 anos.

A atividade acontece dia 8 de agosto (quinta-feira), das 14h30 às 17h, na sede da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu (R. Benjamin Constant, 62 – Centro).

Ao término da oficina os participantes receberão uma declaração de participação com carga horária de 2h30.

 

O espetáculo

“Não vejo Moscou da janela do meu quarto” estará no palco do Cineteatro Barrageiro, dia 8 de agosto, às 20h, com entrada franca. No palco, os personagens Macha, Irina e Andrei vivem o cotidiano confinados em uma casa que, aos poucos, vai sendo invadida por algo ou alguém que não se revela. Em paralelo, anseiam por uma viagem a Moscou – cidade presente na memória afetiva deles e um lugar cada vez mais distante. 

O processo de isolamento expõe as relações sensíveis que unem as personagens entre si com o passado e o “lá fora” obscuro – provocando um deslocamento da ação para um registro de irrealidade, humor e suspensão poética. Em cena, esse isolamento ocorre na medida em que atores e cenários percorrem o espaço do palco, de onde vão sendo gradualmente expulsos. 

Um dos temas de destaque do  espetáculo colocado em discussão é a questão dos imigrantes, de pessoas que são expulsas de seu lugar de origem e da tentativa de habitar dignamente um novo espaço. O grupo enfatiza  que a peça busca promover a seguinte reflexão: “que forças nos movem a abandonar nossas raízes e que forças temos que mover para seguir construindo as relações que nos mantêm vivos?”.