BTG faz exibição em praça pública no centro de Foz

 

Dois espetáculos foram apresentados pela companhia na noite de sexta-feira para uma plateia atenta na Praça da Paz

Nem mesmo o frio de quatro graus registrado na noite da última sexta-feira, inibiu uma plateia volumosa na Praça da Paz para assistir de perto a performance de 23 bailarinos do Balé Teatro Guaíra, que encerrou com os espetáculos “Trânsito” e “O segundo sopro”, a celebração dos 50 anos da companhia.

O grupo viajou por sete municípios do estado, com apresentações ao público, e oficinas gratuitas de balé, sonorização e iluminação.

Em Foz do Iguaçu, a parceria do Guaíra foi com a Fundação Cultural, com a montagem de um palco especial em praça pública. Todo ambiente da praça foi transformado para que o público pudesse estar  inserido no espetáculo. “A organização, o dia do espetáculo, ficou a cargo do Guaíra. Por isso mesmo com o frio, eles apresentaram um espetáculo, que foi impecável”, disse a diretora cultural, Thaísa Praxedes. 

Um dos principais intuitos da companhia – que viajou o estado – foi propagar a formação de plateia. “Pra gente é uma grande emoção celebrar os 50 anos da companhia, viajando, pois ao longo desses anos estamos trabalhando com a formação de plateia, e acreditamos nessa força transformadora. Por isso o trabalho constante de levar nosso trabalho para o público”, disse Cintia Nápoli, diretora do balé.

 

Impressões

O espetáculo atraiu grande público à praça e durou pouco mais de 1h20. Os movimentos dos bailarinos foram acompanhados com atenção pela plateia. “Achei impressionante, não conhecia o trabalho deles. Mostrar esse trabalho em plena praça pública também foi incrível”, disse Karina Rocha, professora, moradora do Três Bandeiras, que trouxe a filha bailarina para assistir a apresentação.

Para a aposentada Iolanda Linden, residente no Jardim Central, o espetáculo surpreendeu. “Foi maravilhoso”. 

 

Num dos momentos de maior expectativa, uma chuva artificial cobriu o palco do balé, num espetáculo impressionante, os bailarinos apresentaram o Balé das Águas. Para suportar o frio, a água liberada foi aquecida. “Foi difícil encarar o frio, mas foi prazeroso. A paixão dá uma aquecida”, confirmou Cíntia.