Oficinas do Teatro Guaíra ofertam inclusão e conhecimento

Mais de 40 pessoas integraram as oficinas técnicas e artísticas gratuitas 

 

As oficinas técnicas e artísticas gratuitas ofertadas pelo Teatro Guaíra em Foz do Iguaçu, encerram suas atividades esta semana. Ao longo de três dias, mais de 40 pessoas entre profissionais e amadores receberam orientações valiosas de profissionais ligados à sonorização e iluminação, e balé. 

 

A ação integra turnê do Balé Teatro Guaíra que completa 50 anos e viaja pelo estado para divulgar sua arte.  Além das oficinas, o grupo encerra sua participação em Foz com uma apresentação do espetáculo “O segundo sopro”, nesta sexta-feira, às 20h na Praça da Paz. 

 

A oficina Técnica de Sonorização e Iluminação, ministrada pelo técnico Daniel dos Santos, mostrou o básico para um público bastante diversificado. “Achei muito interessante a oportunidade de conhecer mais sobre a técnica. Mas já sabemos que esse é só o início. É um tema apaixonante, mas é preciso estudar muito mais. É sempre muito bom apostar na qualificação”, disse Jane Nedel, licenciada em artes. 

 

O assistente técnico de audiovisual, Gabriel Lovi, elogiou a iniciativa e comentou sobre a importância do aprendizado. “Foz recebe muitos eventos e tem pouca mão de obra nessas áreas”.  Lovi atua como técnico há 12 anos, e ainda assim confirma a necessidade de obter mais conhecimento. “O curso é muito bom, pois aborda o básico. Mesmo assim, quem já está no meio, acaba aprendendo algo novo”. 

 

Para o professor Daniel dos Santos, operador e sonoplasta do Teatro Guaíra há 4 anos, a oficina foi gratificante. “Queremos passar a informação que conseguimos na estrada. A oficina é mais uma iniciação para quem gosta. Aqui a ideia é de repassar conhecimento”. 

 

Os alunos integrarão uma equipe para auxiliar na montagem do espetáculo que será apresentado na Praça da Paz nesta sexta-feira.  

 

Dança 

Na oficina de balé, ministrada pela maestra Regina Kotak, 20 alunos dividiram o espaço da Escola de Dança Julia Corneta, para aprender mais sobre técnica, postura e movimentos. Regina é autora de títulos inéditos sobre balé, e uma das grandes figuras do balé nacional. Aos 58 anos, traçou sua história junto a do BTG. “Nosso histórico é muito interessante. O BTG é uma das maiores e a terceira mais antiga do Brasil, e isso gera essa expectativa. Para manter esse interesse do público trabalhamos arduamente e vamos nos atualizando, não ficamos parados no passado”

 

Segundo ela, a companhia tem perfil contemporâneo, mas os ensinamentos nas oficinas focaram no aprendizado da técnica clássica. “É isso que dá suporte ao bailarino”. 

 

Entre os alunos, o clima era de expectativa. “Não conhecia o BTG e achei incrível a história. Há muitas técnicas diferentes que a gente acaba desenvolvendo com a oficina”, disse Maria Gabriela Cano da Silva, 13.  O bailarino Lucas Cardoso, mais experiente, já dançou no palco do Teatro Guaíra e assistiu a espetáculos. “Por ser a Regina quem ministra essa oficina, é que realmente vale a pena. Ela tem muito a passar para os bailarinos, tem muita história”. 

 

Ao longo da oficina, os alunos puderam ensaiar um trecho do espetáculo Carmen. 

 

Espetáculo

 

As oficinas encerraram na quinta-feira, e a participação dos artistas do BTG, culminam com a apresentação do espetáculo “O segundo sopro”, com 23 bailarinos no palco montado na Praça da Paz, hoje.

 

As ações na cidade foram coordenadas pela Fundação Cultural. “É um prazer poder receber a visita desses artistas e ser palco para o espetáculo dessa magnitude”, confirmou a Diretora de Cultura, Thaísa Praxedes. Foz do Iguaçu encerrou a turnê por outras seis cidades no estado.