Organizadores lançam II Seminário sobre preservação do patrimônio cultural na tríplice fronteira

Atividades abrangerão temas como preservação do patrimônio e compartilhamento de políticas adotadas nos três países

 

O lançamento do II Seminário Internacional de Preservação do Patrimônio Cultural no Território da Tríplice Fronteira – SIPPAT, a convidados e autoridades aconteceu na manhã desta quinta-feira, na Direção de Patrimônio Histórico e Cultural em Puerto Iguazu. 

 

Este ano, o evento acontece na cidade vizinha de Puerto Iguazu, de 12 a 15 de novembro, com extensa programação envolvendo temas como preservação do patrimônio, história oral, cerâmica guarani, dentre outros. A ideia central é de promover a aproximação e colaboração mútua e intercâmbio de experiências e conhecimento entre pessoas que investigam  a temática na região trinacional, envolvendo não somente órgãos governamentais, mas universidades e atores dos municípios de Puerto Iguazu (AR), Foz do Iguaçu (BR) e Ciudad del Este (PY). 

 

A preservação assegura  a continuidade da história, dos costumes e tradições. Além disso, estabelece bases de apoio às políticas de desenvolvimento sustentáveis. Por isso o enfoque do evento está voltado à programação e o amplo debate  sobre preservação do patrimônio na região. A programação inclui conferências, palestras, visitas orientadas a edificações históricas, sítios históricos, além das Cataratas do Iguaçu, patrimônio da humanidade

 

O projeto do seminário idealizado pela Unioeste, através da Coordenação do Doutorado de Sociedade, Cultura e Fronteira, ganhou sua primeira edição em 2018, em Foz do Iguaçu, visando promover  a interação da tríplice fronteira de patrimônio material ou imaterial. A intenção é de realizar o evento anualmente em cada cidade integrante. Para 2020, Ciudad del Este deverá abrigar o seminário.

 

Do primeiro encontro, segundo Claudio Renato de Camargo Mello, arquiteto, urbanista, professor universitário e idealizador do projeto SIPPAT, uma carta da Fronteira  Trinacional, com os resultados do primeiro SIPPAT, foi elaborada e será lida na abertura do segundo encontro. “O documento será enviado aos governos dos três países, após aclamado e apresentado às municipalidades e entidades que trabalham em prol da  preservação do nosso patrimônio cultural. Nesse processo, buscamos também o fortalecimento e legitimação dessas políticas pelo Ministério Público”, comentou e justificou; “o objetivo principal é o de construirmos políticas integradas para a preservação do patrimônio cultural no território trinacional”.

 

Além de representantes das municipalidades e universidades, a Fundação Cultural integrou o grupo durante o lançamento do evento. 

 

“O Sippat é um evento de suma importância para o tempo atual, pois procura lançar um olhar para as ações de promoção e preservação do patrimônio cultural do território trinacional. Quando pensamos num lugar, sempre vêm à mente a imagem de um monumento, de uma paisagem, comida típica, a arte e as pessoas que são a identidade daquele lugar. Nós temos uma riqueza que vai muito além das cataratas, uma diversidade que é nossa referência. Juntamente com outras instituições, a Fundação Cultural de Foz do Iguaçu se faz presente neste evento como promotora e parceira, tornando possível iniciativas que valorizam o nosso patrimônio cultural”, comentou Mac Fernandes representante da Fundação Cultural no encontro.

 

O evento surgiu como um projeto de tese dentro do mestrado de Sociedade, Cultura e Fronteira e foi trazido a público devido a sua relevância. “Foi um desafio que abraçamos em uma disciplina do programa, ministrado pela profª. Maria de Fátima Bento Ribeiro,  junto a outros colegas, para realizarmos o seminário”, explicou Mello. A parceria foi estendida e hoje a Unioeste compõe a Comissão Científica do Evento com professores do programa de Mestrado e Doutorado em Sociedade, Cultura e Fronteiras.