Ato ecumênico promove integração em defesa da tolerância religiosa

Ação cultural em menção ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi organizado pela prefeitura e reuniu lideranças de várias crenças

O pátio da Fundação Cultural se transformou na tarde desta segunda-feira (21) em palco de manifestações artísticas em defesa das liberdades individuais e da tolerância religiosa. O ato ecumênico “Viva Livre” organizado pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade e da Fundação Cultural, reuniu lideranças e praticantes de várias crenças, dentre anglicanos, evangélicos, candomblecistas, umbandistas e muçulmanos. O encontro marcou o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado na data de ontem.
 
Participaram do ato o diretor da Secretaria de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade, Ivan Seixas, o Secretário de Assistência Social, Elias de Souza, e representantes Igreja Anglicana, do Centro Beneficente Islâmico, do Conselho Regional de Psicologia, do Candomblé, da Umbanda, e da Sociedade Beneficente Islâmica.
 
O encontro foi marcado por mensagens afirmativas em defesa das liberdades religiosas e contou com apresentações culturais do Kaburé Maracatu, da cantora gospel Crislaine Andrade, do balé de Iansã do Templo Luz de Oxalá e do grupo de Escoteiro Líbano-Brasileiro.
 
Compromisso
 
O Secretário de Assistência Social, Elias de Souza, representando o prefeito, enfatizou o compromisso do governo com o enfrentamento às violências e com a defesa das liberdades individuais. “Este é um ato em defesa das liberdades e esta gestão tem compromisso com a defesa das liberdades, com a tolerância e com o desenvolvimento humano. O governo tem lado e este ato representa a integração das diferenças”, enfatizou Souza.
 
O diretor da Secretaria de Direitos Humanos e Relações com a Comunidade, Ivan Seixas, afirmou que a luta contra as violências pertence a todos e o caminho para o enfrentamento e o desenvolvimento humano passa necessariamente pela solidariedade e união. “Se eu permitir que alguém tire direitos de alguém, eu estou permitindo que também possam tirar os meus. A luta é de todo”, ressaltou Seixas.
 
Para o Reverendo da Igreja Anglicana, Jessé Ramos, Foz do Iguaçu, símbolo da diversidade cultural tem todas as condições de projetar para o país a importante mensagem de união e fraternidade entre as religiões. “Temos tantas etnias, somos uma cidade marcada pela diversidade e este ano nos ajuda a sinalizar para o país o caminho da comunhão, da unidade e da fraternidade”, pontuou Ramos.
 
A Mãe Edna de Baru selou a comunhão entre as crenças. “A fé leva a um só lugar: a Deus, apenas muda o nome nas crenças, mas a fé e o respeito é único e o mesmo. Vamos mostrar que Foz é um braço só, símbolo da união entre as crenças”. Na mesma sintonia, a Mãe Andréia, da Umbanda, concluiu; “se todos nós começarmos a admirar a beleza da diversidade, teremos o principio da tolerância, porque somos todos irmãos”, completou.
 
O representante da Sociedade Beneficente Islâmica, Adnan El Sayed, falou da importância da unidade para o enfrentamento às violências. “Se algum irmão for perseguido por sua crença, estaremos juntos para fazer a defesa. A lição universal é que reconheçamos o próximo na semelhança e na diferença, porque somos irmãos na fé ou na humanidade, se não formos na fé, somos pela humanidade”.