Neste domingo, show na Feirinha da JK vai celebrar Dia Nacional do Samba

Apresentação com Grupo Samba e Cia acontece neste domingo (02), às 10h30, na Praça da Paz

Neste domingo (02), o Dia Nacional do Samba vai ser celebrado ao melhor estilo deste que é o ritmo mais popular e brasileiro da história musical do país. A apresentação com o Grupo Samba e Cia acontecerá a partir das 10h30, na Praça da Paz, em meio à tradicional feirinha da JK. A atração é uma realização da Fundação Cultural e tem entrada franca.

O show a céu aberto vai fazer uma viagem ao passado, resgatando melodias antigas e contando um pouco da história desse ritmo brasileiro que marca a formação da identidade cultural do país. Composições de ícones como Cartola e Jacob Bandolim serão interpretadas pelo Samba e Cia, grupo que faz sucesso por onde passa. O público vai poder matar a saudade de canções como “Não deixe o samba morrer”, “As rosas não falam” e “Naquela mesa”.

Na voz de Graça Paura, o show vai trazer muito encantamento para a manhã ensolarada de domingo. Nesta experiência de reencontro, a intenção é valorizar e preservar a brasilidade desse gênero que além da melodia tão cativante, tem muita história a contar. “Vamos cantar sambas antigos, pra matar a saudade e pra quem não conhece, ter a oportunidade de conhecer. O objetivo é não deixar o samba morrer como diz Alcione, e ao homenagear e resgatar o samba, pois ele conta uma história”, comentou Paura.

A apresentação, que acontece poucos dias depois das ações voltadas ao Dia da Consciência Negra, retrata a história do país e dos preconceitos que marcaram a origem do gênero. O samba considerado tipicamente brasileiro carrega consigo elementos e misturas com os ritmos africanos, trazidos pelos escravos ao Brasil, em seu período colonial.

Essa trajetória do samba será contada pelo Grupo Samba e Cia através das músicas, como “Delegado Chico Palha”, uma das composições que reflete a história do país e do samba. “Antigamente tinha rodas de samba em terreiros, mas era proibido, pra se fazer tinha que ter alvará, e a policia reprimia, era clandestino, havia muito preconceito. O samba começou oprimido, havia um delegado naquela época, Chico Palha, que descia a porrada, e virou tema de música para contar essa história”, contou Paura.