Cê na Sexta promove oficina de criação poética “Palavra Mágica”

Atividade literária gratuita acontece nesta sexta-feira (09), às 19h30, na Fundação Cultural

O que é, afinal, a poesia e como é o seu funcionamento ? A oficina “Palavra Mágica” vai envolver o público em um exercício instigante para identificar como o código poético  atravessa o cotidiano e pulsa em todas as linguagens artísticas – o Cinema,  a Música,  o Teatro, a Fotografia, a Dramaturgia, etc. Esta imersão ao lírico acontece nesta sexta-feira, às 19h30, na Fundação Cultural.  A atividade é voltada ao público em geral.

A oficina integra a programação do Cê na Sexta, programa cultural desenvolvido pela Fundação Cultural e Unila e que oferece todas as sextas-feiras atividades nas áreas de dança, música, teatro e literatura.

Quem conduz essa experiência ao universo da escrita poética é a escritora e mestre em Letras pela UFRGS, Jeane Hanauer. Ela é autora de “Lobos nos Telhados”, “Flor e Cimento” e “Cronópio Godot” e  está produzindo material para um novo livro.

Segundo Hanauer, a oficina “é uma oportunidade de entendimento e análise de como o signo poético atravessa todas as linguagens artísticas e como está presente neste contexto multifacetado que temos aqui na região trinacional”.

Em “Palavra Mágica”, Hanauer apresenta autores como Cortázar e Samuel Beckett para o entendimento dos “universos paralelos” que a literatura permite criar.  Entre os poetas contemporâneos, Manoel de Barros é quem dá o tom do diálogo que a oficina pretende provocar.

Para potencializar a sensibilidade do público em torno da produção cultural da região trinacional, sobretudo para a literatura feita aqui, Hanauer  conduzirá um  exercício criativo em que cada participante produzirá um “poema-flagrante” e este material será coletivamente apresentado ao final.

“Foz do Iguaçu é um cenário exclusivamente propício para a realização desta oficina. Esse entorno trinacional, multiétnico e multilíngue, onde acontece um encontro de tantas semióticas e subjetividades é um prato cheio para o exercício da criação literária”, expressou Hanauer.