Fundação, CMPC e Cepac convidam comunidade para Fórum Setorial do Patrimônio Cultural

Fórum representa mais um importante passo no fortalecimento do Cepac e do Sistema Municipal de Cultura

A comunidade iguaçuense está convidada a participar do Fórum Setorial do Patrimônio Cultural que acontecerá nesta segunda-feira (03), às 19h30, na Fundação Cultural. A reunião visa organizar e formar a setorial do Patrimônio Cultural, instância representativa da sociedade civil que representará as demandas da área na estrutura aos Conselhos de Patrimônio Histórico (Cepac) e de Cultura (CMPC).

O encontro pretende atrair profissionais e cidadãos ligados à área de preservação e promoção do patrimônio cultural, tais como tradições populares; arquivos, museus, salas de memória, centros culturais e coleções particulares; historiografia, incluindo produções de outros campos do conhecimento: antropologia, geografia, sociologia, entre outros; patrimônio material; patrimônio imaterial; movimentos sociais.

A setorial de Patrimônio é uma doze áreas temáticas que compõem o Sistema Municipal de Cultura (SMC), principal legislação voltada à gestão da política cultural no município. As setoriais organizam os artistas, profissionais e ativistas em suas áreas, tais como música, dança, teatro e artes visuais. Elas constituem a base do SMC e garantem a representação, a democracia e a vitalidade do principal mecanismo de gestão pública, debate e proposição de políticas públicas de cultura.

A reunião está sendo organizada pelo CMPC e Cepac com apoio da Fundação Cultural e representa mais um importante passo para construção participativa e democrática das políticas públicas de preservação do patrimônio cultural. A eleição da primeira mesa diretora do Cepac e sua regulamentação realizada neste ano criaram as condições para a organização e o avanço nos debates da área.

SMC

O Sistema Municipal de Cultura implantado pela Lei N̊ 162/2009 está vinculado ao Sistema Nacional de Cultura e é um instrumento em constante transformação com base nas demandas do movimento cultural. Atualmente a lei estipula a organização dos artistas em duas áreas Arte/Cultura e Patrimônio, cada uma contem diversas temáticas.

Com o entendimento de que o desenvolvimento da cidadania cultural só é possível através da organização da sociedade civil, a Fundação Cultural e o Conselho estão intensificando e priorizando a consolidação das setoriais junto aos artistas.  Esse processo deve desaguar nos fóruns das setoriais, espaços de debate e proposição dos artistas de cada segmento. Esse é um dos desafios e propósitos do Conselho Municipal de Política Cultural. O Presidente do CMPC, Sergio Winkert, explica a importância deste processo.

“O grande desafio desta diretoria é fortalecer o CMPC e o Cepac, com organização interna e a consolidação da participação dos Setoriais de Cultura neste processo”. Ele também abordou a importância da parceria com a Fundação Cultural. “Vamos formular um sistema de capacitação dos conselheiros, sendo essencial a articulação com o Poder Público no fomento de recursos para criação, produção e distribuição, bem como articulação com a comunidade promovendo a  inclusão da representação territorial no CMPC”, conclui Winkert. Segundo ele, cerca de 70% do conjunto das setoriais já está formado.

Setorial de artesanato já está bastante avançada
Setorial de Teatro também está ativa e trabalhando no seu regimento interno

Além das setoriais de arte/cultura, outro importante avanço na política de gestão do patrimônio foi a regulamentação e eleição da primeira mesa diretora do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural  (Cepac), atendendo uma reivindicação histórica da sociedade.Toda esta mobilização e articulação vai garantir o funcionamento orgânico do Sistema Municipal de Cultura, bem como a utilização dos recursos do Fundo Municipal de Política Cultural de maneira que represente a diversidade cultural e as demandas dos artistas e da sociedade em geral.

Avanços

A estratégia cumpre um planejamento de organização da gestão cultural que teve grandes avanços com a regulamentação do Fundo Municipal de Incentivo Cultural, principal instrumento de financiamento das ações culturais.

Esses marcos históricos estão sendo acompanhados por uma série de projetos culturais e artísticos que estão sendo implementados pela Fundação Cultural. As ações vão atender as comunidades com atividades de formação nos Centros de Convivência Escola Bairro e demais espaços públicos de várias regiões da cidade.

É o que já está acontecendo, por exemplo, através do Projeto “Eu, você e uma história” que está desenvolvendo atividades artísticas ligadas à literatura, tais como contação de história, circo, dança e teatro aos bairros da cidade.

O Presidente da Fundação Cultura, Juca Rodrigues, afirmou que a participação da sociedade é estratégica para construção e manutenção das políticas de cultura, e por sua vez, do desenvolvimento da cidadania cultural e fortalecimento da cadeia produtiva e econômica da área. “Estamos construindo políticas públicas que extrapolem a questão governamental, que sejam permanentes, que cada ação esteja ligada a um programa, e para darmos legitimidade e força para que a cultura se enraíze na cidade precisamos fortalecer os canais de contato com as pessoas, com os artistas, todos precisam fazer parte do processo”. E completou: “A construção das setoriais é parte desta mobilização e ampliar o contato com as pessoas em seus territórios também. Precisamos e queremos ouvir o que o morador precisa, o que sente falta no bairro, e dar acesso para que possa também decidir”.

Prioridade

O investimento em cultura é estratégico para o governo municipal, que dobrou a projeção orçamentária da pasta. A medida econômica está sintonizada com o compromisso de fortalecer o Sistema Municipal de Cultura, ferramenta prioritária para um desenvolvimento cultural democrático e pleno do setor. De acordo como Juca Rodrigues, as medidas visam além de garantir o direito e o acesso à cultura e a arte à população, aquecer a cadeia econômica do município, ampliando as oportunidades para artistas e realizadores e agregar mais valores a um dos principais destinos turísticos do mundo.

 “Temos muito a avançar, e fortalecer o Sistema Municipal de Cultura é primordial para a construção das políticas públicas da área. Temos um incrível potencial cultural a ser explorado em Foz do Iguaçu e entendemos que quanto maior a organização dos artistas e dos cidadãos, mais a cidade se enriquece econômica, subjetivamente e socialmente”, projetou Rodrigues.