Avanço na organização das setoriais fortalece Sistema Municipal de Cultura

Com apoio da Fundação, Conselho segue em frente na organização das setoriais de cultura; estrutura é fundamental para desenvolvimento da área

A cada dia, o Sistema Municipal de Cultura ganha mais força com a participação e a organização dos artistas nas chamadas setoriais. Divididas por áreas temáticas, tais como música, dança e teatro, as setoriais constituem a base do SMC e garantem a representação, a democracia e a vitalidade do principal mecanismo de gestão pública, debate e proposição de políticas públicas de cultura.
O Sistema Municipal de Cultura implantado pela Lei N֯162/2009 está vinculado ao Sistema Nacional de Cultura e é um instrumento em constante transformação com base nas demandas do movimento cultural. Atualmente a lei estipula a organização dos artistas em duas áreas Arte/Cultura e Patrimônio, cada uma contem diversas temáticas. Dentre as doze setoriais de Arte/Cultura, já estão em processo de organização as áreas de música, dança, cultura popular, audiovisual, e teatro.

Com o entendimento de que o desenvolvimento da cidadania cultural só é possível através da organização da sociedade civil, a Fundação Cultural e o Conselho estão intensificando e priorizando a consolidação das setoriais junto aos artistas. Esse processo deve desaguar nos fóruns das setoriais, espaços de debate e proposição dos artistas de cada segmento. Esse é um dos desafios e propósitos da recém-eleita nova diretoria do Conselho Municipal de Política Cultural. O Presidente do CMPC, Sergio Winkert, explica a importância deste processo.
“O grande desafio desta diretoria é fortalecer o CMPC, com organização interna e a consolidação da participação dos Setoriais de Cultura neste processo”. Ele também abordou a importância da parceria com a Fundação Cultural. “Vamos formular um sistema de capacitação dos conselheiros, sendo essencial a articulação com o Poder Público no fomento de recursos para criação, produção e distribuição, bem como articulação com a comunidade promovendo a inclusão da representação territorial no CMPC”, conclui Winkert.

Artistas e produtores de teatro começaram a organizar a setorial e fortalecer papel da classe junto ao Conselho legenda

Além das setoriais de arte/cultura, outro importante avanço na política de gestão do patrimônio é a organização e regulamentação do Conselho Municipal de Patrimônio Histórico e Cultural (Cepac), atendendo uma reivindicação histórica da sociedade. Com regimento publicado, o Conselho vai passar por eleição de diretoria e começar a projetar as diretrizes das ações voltadas à preservação da memória material e imaterial de Foz do Iguaçu.
Toda esta mobilização e articulação vai garantir o funcionamento orgânico do Sistema Municipal de Cultura, bem como a utilização dos recursos do Fundo Municipal de Política Cultural de maneira que represente a diversidade cultural e as demandas dos artistas e da sociedade em geral.

Avanços

A estratégia cumpre um planejamento de organização da gestão cultural que teve grandes avanços com a recente regulamentação do Fundo Municipal de Incentivo Cultural, principal instrumento de financiamento das ações culturais. Esses marcos históricos estão sendo acompanhados por uma série de projetos culturais e artísticos que estão sendo implementados pela Fundação Cultural. As ações vão atender as comunidades com atividades de formação nos Centros de Convivência Escola Bairro e demais espaços públicos de várias regiões da cidade.
É o que está projetado através de um programa de arte, cultura e memória que vai contratar oficineiros para desenvolver atividades nos mais diversos gêneros, tais como artes visuais, artesanato, música, dança, circo e cultura popular. A política pública pretende alcançar diretamente mais de 4.200 pessoas, e indiretamente, toda a comunidade iguaçuense.

O Presidente da Fundação Cultura, Juca Rodrigues, afirmou que a participação da sociedade é estratégica para construção e manutenção das políticas de cultura, e por sua vez, do desenvolvimento da cidadania cultural e fortalecimento da cadeia produtiva e econômica da área. “Estamos construindo políticas públicas que extrapolem a questão governamental, que sejam permanentes, que cada ação esteja ligada a um programa, e para darmos legitimidade e força para que a cultura se enraíze na cidade precisamos fortalecer os canais de contato com as pessoas, com os artistas, todos precisam fazer parte do processo”. E completou: “A construção das setoriais é parte desta mobilização e ampliar o contato com as pessoas em seus territórios também. Precisamos e queremos ouvir o que o morador precisa, o que sente falta no bairro, e dar acesso para que possa também decidir”.

Prioridade

O investimento em cultura é estratégico para o governo municipal, que dobrou a projeção orçamentária da pasta. A medida econômica está sintonizada com o compromisso de fortalecer o Sistema Municipal de Cultura, ferramenta prioritária para um desenvolvimento cultural democrático e pleno do setor.
De acordo com o vice-prefeito Nilton Bobato, um dos principais articuladores pelo Sistema Municipal de Cultura, as medidas visam além de garantir o direito e o acesso à cultura e a arte à população, aquecer a cadeia econômica do município, ampliando as oportunidades para artistas e realizadores e agregar mais valores a um dos principais destinos turísticos do mundo.

“Temos muito a avançar, e fortalecer o Sistema Municipal de Cultura é primordial para a construção das políticas públicas da área. Temos um incrível potencial cultural a ser explorado em Foz do Iguaçu e entendemos que quanto maior a organização dos artistas e dos cidadãos, mais a cidade se enriquece econômica, subjetivamente e socialmente”, projetou Bobato que traz na bagagem de militância, a atuação no Conselho Nacional de Política Cultural.