Teatro e música marcam programação do final de semana na Fundação Cultural

Hoje (10), Cê na Sexta traz recital de música clássica e amanhã (11) Fundação recebe espetáculo “Carícias”; as duas apresentações têm entrada franca e iniciam às 19h30

A programação cultural do final de semana na Fundação Cultural está bastante atrativa. Hoje, às 19h30, o Cê na Sexta oferece à comunidade o recital “Lied, Song, Canção” e traz a versatilidade e as facetas da música instrumental clássica. Já amanhã, 11, no mesmo horário, é a vez do teatro ocupar o Salão da Fundação Cultural. O espetáculo “Carícias” do projeto COTE’COI da Unila encena a obra do dramaturgo catalão Sergi Belbel que expõe dramas em torno do incesto, homossexualidade, solidão, velhice, violência e morte.


O recital de hoje é uma apresentação de canto e piano realizada em parceria com a Unila e a produtora 3 Margens e conta com uma mostra de três culturas musicais: germânica, inglesa e brasileira que se traduzem respectivamente nas palavras Lied, Art Song, e Canção da Câmara Brasileira.

O coordenador da programação musical do Cê na Sexta, o Maestro Gustavo Pinto, explica que “este recital trará para Foz do Iguaçu uma pequena amostra de lied, a canção romântica alemã, art song, a canção artística em inglês e a canção de câmara brasileira, dando especial ênfase a esta última, para mostrar um pouco do imenso repertório acústico para canto e piano”.

O repertório conta com mais de quinze canções de diversos autores, dentre eles, Heitor Villa-Lobos, um dos maiores expoentes da música erudita no Brasil que inovou ao fundir o folclore brasileiro à música clássica. A apresentação também marca um encontro da literatura com a música, dando formas e ritmos às palavras de escritores que marcam o imaginário do país. É o caso da composição de Ronaldo Miranda que musicaliza o poema “Retrato”, da escritora Cecília Meireles.

Carícias

“Carícias” é uma das produções do COTE’COI – o Coletivo Teatral da Pro-Reitoria de Extensão da Unila. Com a direção de André Macedo, a obra tem 12 atores e atrizes no elenco e figura como uma das mais intensas produções do grupo. Além dela, o COTE´COI coleciona importantes produções como “Fragmentos de: A Menina Sem Palavras” baseado no conto do moçambicano Mia Coutto; “Aurora de Minha Vida” do dramaturgo Naum Alves de Souza, a qual foi reinterpretada com vistas aos movimentos estudantis de ocupação das Escolas Estaduais. Em 2017, o coletivo criou o espetáculo “Rua 36” com a dramaturgia criada pelos participantes do projeto.

“Além disso, em 2016 criamos a “Mostra Salve Seu Domingo”, realizada na Esquina Cultural em parceria com a Cia. de Teatro Amadeus. Essa mostra contou com a participação de outros grupos locais e se dedica a formação de plateia, com conversas abertas após as apresentações, sendo que o público estimado esta em torno de 400 pessoas. Realizamos o primeiro “taller de actuación para cine” em parceria com a Escula Superior de Bellas Artes – PY. Dessa parceria foram produzidos dois curtas metragens, lançados em abril/2017”, contou Macedo.

O projeto iniciou com uma turma em 2015 e hoje o COTE’COI mantém 3 turmas regulares : iniciação teatral, técnicas do Teatro do Oprimido e aprofundamento técnico com participantes mais avançados. Este ano, o projeto tem realizado o esforço de trabalhar com estudantes do ensino médio das escolas da região norte da cidade.